Por Voní Eidt, artista plástica, diretora de teatro e pesquisadora do grupo
Doutores P - Multiplicadores da Alegria.
Com cores, adereços, descombinações e percepção das
singularidades, gera-se uma verdadeira mobilização intelectual e emocional, que
faz brotar fantasias tanto no personagem quanto no público. O incomum causa
estranhamento, desloca e transcende.
Pelo lúdico, busca-se a criança escondida dentro de si e
a racionalização do que não entendemos.
No hospital, na relação com o paciente, a máscara, ou
seja, o arquétipo do palhaço, fortalece o personagem para que ele tenha a
possibilidade de se envolver sem esmorecer, alegrar sem desconsiderar, ver sem
se deter, emocionar sem desconcertar, gargalhar sem debochar. Simplesmente
agregar e sensibilizar.
Porque o que toca cada um e
o que organiza o sujeito brota da ruptura, do incomum e da criatividade.
Para o personagem palhaço avançar
é preciso entrega. Sabedoria para dosar e coragem para mostrar.

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